23 de jan de 2011

Venha participar desta aventura em Santa Catarina

Parque de Aventura Fraiburgo SC

Enquanto eles colheiam eu.... registrava o momento e saboreava uma maçã.
Derrapamos bem no milharal.
Batismo de água
Aventura Radical
Campanário - em todas as casas são menores e colocados em cima das casas para simbolizar os imigrantes que utilizavam o sino para chamar o povo para o trabalho ou para avisos.



Escultora Mariana Thaler- neta do fundador de Treze Tílias
Museu em forma de Castelo
Sr. Ernesto Thaler relembrando sua história.
Pomerode - competição do serrrote em dupla.
Pausa para foto.
Lindos!!!!
modelito
Desfile típico


" Para qualquer lugar que você for, vá com todo seu coração!

Aproveitando até os últimos momentos da "nossa abençoada e esperada férias", fomos conhecer mais um pouco de algumas cidades de Santa Catarina.
Iniciamos com algumas horas em Pomerode , cidade já conhecida e visitada várias vezes por nós. Participamos da 28º Festa Pomerana é uma festa muito familiar com desfile típico e carros decorados com flores que chamam a atenção de todos. Assistimos o desfile com uma chuva torrencial, tivemos ótimos momentos regados pelo barulho da chuva. Continuando nossa viagem fomos até Treze Tílias que foi colonizada por austríacos. Andres Thaler devido a crise econômica veio para o Brasil e dá início de uma nova cidade. Tivemos a honra de conhecer o filho mais novo de Andreas Thaler Sr. Ernesto que, com seus 84 anos e uma disposição de jovem mostrou e explicou sobre a casa (hoje é um museu) onde morava com sua família.
A cidade é voltada para o turismo e a escultura em madeira veio com início da imigração
a família Thaler vivia da atividade agrícola, dedicando seu tempo à pintura e escultura.
O trabalho dos escultores é presença marcante na identidade cultural de Treze Tílias, preservando a tradição e movida ao mesclar de novas formas de expressão que traduzem hoje a sua brasilidade.
Em Fraiburgo vimos as belezas das macieiras - conhecida como terra da maça, na década de 30 os pioneiros, integrantes da família alemã Frey, se estabeleceram na região para extração de madeiras nobres. Com o final do ciclo madereiro, Fraiburgo encontrou sua verdadeira vocação e passou a se dedicar ao cultivo da maçã. . Graças à sua altitude, às baixas temperaturas no inverno e o veraõ ameno, a maçã é hoje cultivada em larga escala . Aproveitamos o tempo da colheita de janeiro até abril e fizemos um aventura ou melhor um verdadeiro Rally 5 km de puro lamaçal e muita chuva, até chegar as maçãs tão suculentas e deliciosas.
Deixo o convite para meus amigos blogueiros que gostam de emoção, cultura e lazer é só aparecer aqui. É um povo hospitaleiro e muito trabalhador.

19 de jan de 2011

É ritual!!!

Eu bem comportadinha escutando a explicação do guia, mamãe se refrescando com água mineral e o filhote apreciando a beleza .
Pai e filho(meus queridos) próximo da Ilha do Francês
.

Ilha de Anhatomirim . Ilha de Anhatomirim
Ilha de Ratones

Nós -visão aérea

Ilha de Ratones
Ilha de Ratones
Passar uma semana em Canasvieiras nas férias com certeza já virou ritual, primeiro pelo fato de termos filhos adolescentes e amam o Planeta Atântida - o maior festival de música e entretenimento do Sul do Brasil, acontece em janeiro no Sapiens Parque, em Canasvieiras( minha paixão), no norte da Ilha de Santa Catarina. O segundo é sem dúvida nenhuma a
beleza da Ilha, fomos fazer um passeio de barco pois é bom estar na Ilha , melhor é conhecer a sua História
A Ilha de Santa Catarina foi um dos primeiros lugares do Sul do Brasil a sofrer o processo de ocupação pelos europeus. A Coroa Portuguesa considerou necessário fortificar o litoral catarinense e para defender e implementar as defesas da ilha nomeou o brigadeiro José Paulo Paes , que construiu quatro fortalezas. Nós visitamos a fortaleza de Ratones contruída entre
1740 e 1744, foi batizada pelo nome por assemelhar-se à forma de um rato.Em meados do século XIV ,já desativada , fortaleza foi convertida em lugar de reclusão de portadores de doenças epidêmicas( lepra) logo após foi abandonada e cobertas pela vegetação.
Restaurada em 1990 e tombada como monumento históricoe o apoio da UFSC ( Universidade federal de Santa Catarina . Foi muito impactante conhecer o Portal, a Casa da Guarda, Casa da Farinha, Quartel da Tropa,Casa do Comandante e o Paiol da Pólvora( em ruínas)é um lugar fascinante.Embarcamos e fomos até a Ilha de Anhatomirim( nome índigena que significa pequena ilha do diabo , local onde os índios enterravam as pessoas de espírito ruins.
A Fortaleza de Santa Cruz, localizada na Ilha de Anhatomirim foi sede do primeiro governo da capitania de Santa Catarina. Foi construída por soldados , escravos africanos e indígenas, utilizando a matéria prima local ( óleo de baleia).
Última parada alguns metros da ilha do francês para o mergulho não esquecendo que o o seu nome se deve ao fato dela ter sido habitada por um militar francês que para lá se evadiu depois da derrota de Napoleão em Waterloo.
No ano de 1938, a ilha foi comprada pelo argentino Antônio Muniz Barreto, que transformou a ilha num vasto orquidário, com espécies raras de orquídeas que ele importava de todo o mundo. O argentino era milionário e vivia acompanhado de muitos serviçais. Depois da sua morte e de todos os parentes mais diretos, a ilha ficou de propriedade dos netos. As escunas, barcos e jet skis que passeiam pelas águas do local, permitem que os turistas façam rápidos passeios apenas na pequena praia da ilha.foi dada como e, que eles nunca vieram aqui para conhecer , a ilha está alugada para o diretor do jornal O Clarin da Argentina.
Posso garantir que a Ilha da Magia sempre terá motivos para voltamos lá. È uma ilha de encanto , alegria e de uma singular beleza. Esperamos voltar o mais breve possível para lá.

6 de jan de 2011

Tudo perfeito e maravilhoso para 2011

Dr Pedrinho - SC

Depois das festividades de final de ano , venho com alegria partilhar a mensagem que recebi de uma amiga muito especial. Começando o ano com um pouco de meditação.
Com muito carinho e com cheirinho gostoso de férias.

Ao viajar pelo Oriente, mantive contatos com monges do Tibete, da Mongólia, do Japão e da China. Eram homens serenos, comedidos, recolhidos e em paz nos seus mantos cor de açafrão. Outro dia, eu observava o movimento do aeroporto de São Paulo: a sala de espera cheia de executivos com telefones celulares, preocupados, ansiosos, geralmente comendo mais do que deviam. Com certeza, já haviam tomado café da manhã em casa, mas como a companhia aérea oferecia um outro café, todos comiam vorazmente. Aquilo me fez refletir: 'Qual dos dois modelos produz felicidade?'
Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei: 'Não foi à aula?' Ela respondeu: 'Não, tenho aula à tarde'. Comemorei: 'Que bom, então de manhã você pode brincar, dormir até mais tarde'. 'Não', retrucou ela, 'tenho tanta coisa de manhã...' 'Que tanta coisa?', perguntei. 'Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina', e começou a elencar seu programa de garota robotizada. Fiquei pensando: 'Que pena, a Daniela não disse: 'Tenho aula de meditação!
Estamos construindo super-homens e super mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito. Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: 'Como estava o defunto?'. 'Olha, uma maravilha, não tinha uma celulite!' Mas como fica a questão da subjetividade? Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Hoje, a palavra é virtualidade. Tudo é virtual. Trancado em seu quarto, em Brasília, um homem pode ter uma amiga íntima em Tóquio, sem nenhuma preocupação de conhecer o seu vizinho de prédio ou de quadra! Tudo é virtual. Somos místicos virtuais, religiosos virtuais, cidadãos virtuais. E somos também eticamente virtuais....
A palavra hoje é 'entretenimento'; domingo, então, é o dia nacional da imbecilização coletiva. Imbecil o apresentador, imbecil quem vai lá e se apresenta no palco, imbecil quem perde a tarde diante da tela. Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: 'Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro,você chega lá!' O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis: amizades, autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno. Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping-center. É curioso: a maioria dos shoppings-centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeira pelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelas capelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas. Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Deve-se passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno... Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: 'Estou apenas fazendo um passeio socrático.' Diante de seus olhares espantados, explico: 'Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia:

Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"

Frei Betto

Autor de 51 livros, editados no Brasil e no exterior, Frei Betto nasceu em Belo Horizonte (MG). Estudou jornalismo, antropologia, filosofia e teologia. Frade dominicano e escritor, ganhou em 1982 o Jabuti, principal prêmio literário do Brasil, concedido pela Câmara Brasileira do Livro, por seu livro de memórias Batismo de Sangue. Em 1986, foi eleito Intelectual do Ano pelos escritores filiados à União Brasileira de Escritores, que lhe deram o prêmio Juca Pato por sua obra “Fidel e a religião”. Seu livro "A noite em que Jesus nasceu" (Editora Vozes) ganhou o prêmio de "Melhor Obra Infanto-Juvenil" de 1998, concedido pela Associação Paulista de Críticos de Arte. Em 2005, o júri da Câmara Brasileira do Livro premiou-o mais uma vez com o Jabuti, agora na categoria Crônicas e Contos, pela obra “Típicos Tipos – perfis literários” (Editora A Girafa).