23 de jun de 2015

Meu presente mais precioso: amizade

Quando vai chegando maio já lembro do aniversário do poetinha e amigo Jorge Stark. Como não sei fazer poesias como ele... deixo sempre  algumas palavras  ditas com um sabor  amizade. Este ano tive o privilégio de ganhar cartões, flores, presentes, cartazes  dos estudantes, amigos e amigas e familiares. Quero partilhar o presente em forma de palavras que recebi do meu poetinha, Jorge Stark. Como ele sempre  narra: A emoção é a regra!!!!!  Como é bom receber carinho, atenção e ter amigos e amigas.
     
              Crônica para uma amiga poética(no caso e nada por acaso, Mariza)

Enquanto a poesia tira uma pestana após fartar-se de feijoada pré-feriado, Mariza faz aniversário. Como de costume, ela vai cobrar deste aprendiz de poeta uns versos para comemorar. Sinto muito, minha cara. A poesia cochila e não sou eu quem pretende furtá-la do prazer da sesta. Ah, a sesta...

A professora Mariza já deve ter ensinado seus discípulos sobre as diferenças entre cesta, sexta e sesta. Se bem que ensinar é verbo da segunda divisão perto da extensão curricular da mestra. Numa escala imaginada – ou, numa escada imaginária – os verbos de Mariza se sucedem: ensinar, ministrar, educar, motivar, formar, conscientizar... Caí. São muitos os verbos de Mariza. Verbo é ação. Mariza é ação.

A ativista Mariza posa bem ao lado ou sobre livros. A ciclista Mariza também fica bem na foto sobre a bike. A professora Mariza em plano americano e rodeada de alunos. A esposa, a mãe, a filha, Mariza emselfie (alheia) e alma.

Querem ver? Visitem o perfil de Mariza no facebook: o único jeito dela ficar parada é quando o click de uma câmera (nem sei se as novas digitais de 3.456 megapixels fazem click) eterniza o momento.  Reparem: tem foto onde Mariza procura uma saída estratégica pela direita – para que perder tempo, não é mesmo?

Hoje é dia de comemorar. Em prosa – pois a poesia ainda cochila, de roncar. Mariza faz aniversário. Aniversários são dias nos quais olhamos para as sementes e para os frutos, num balanço entre o que plantamos e o que colhemos. Não acredito que Mariza perca muito tempo nessa reflexão. Provavelmente, está pronta para socorrer um doente, abraçar um amigo, brigar com os rojões tal Quixote contra moinho, pedalar por Joinville, viajar sem sair do lugar dentro de um livro – seja verso, seja prosa. Seja o universo.

Se sobrar tempo para o bolo e as velas, Mariza, tanto melhor. O importante é festar rapidamente para a jornada seguir. À próxima aula. Ao próximo volume. À poesia despertada. Ao desconhecido. À vida ávida.


Mariza, se sobrar tempo, entra num livro com história e tudo.  A sua vida vai muito além desta singela crônica...

Presente cedinho da família