23 de nov de 2008

Joinville ou Chuville?

Joinville ou Chuville?
Nossa, é muito sério a situação em Santa Catarina.
Não tenho palavras, as imagens com certeza são mais impactantes.Não queremos ver nossa amada Joinville nessa situação precária.
Enquanto isso só nos resta rezar e torcer para parar de chover.















21 de nov de 2008

Folhas de Outono -Miquéias Paz



Sim, hoje fui e adorei. A peça em cartaz é Folhas de Outono. O espetáculo teatral encena a vida de dois idosos e duas formas diferentes de ver a vida.... um doente, fisicamente debilitado, mas inconformado n com o asilo e nega ser esse seu fim... o outro com saúde inabalada mas absolutamente entregue a situação de velhice conformado em estar em um asilo ... trava-se uma batalha entre o conformismo e a inquietação.
!!! "FOLHAS DE OUTONO" ( relato de Jura Arruda - escritor)
Dois seres uma certeza, dois olhares sobre a vida, duas diferentes formas de vê-la. Um inquieto, apesar de doente, outro acomodado com o que lhe destinam. De forma sutil o espetáculo toca o espectador, trazendo à tona dramas vividos por pessoas em idades mais avançadas, em sua maturidade. Fala de sentimentos conflitantes e gera reflexão sobre questões que dizem por vezes respeito à nossos pais, deixados em asilos e instituições . Retrata um problema social grave em nosso país. Resgata a auto-estima e valorizaça a melhor idade. A peça age profundamente em quem à assiste. Um espetáculo que chega como quem não quer nada e aos poucos te prende. Um sonho de quase cinco anos de seu autor e diretor Miquéias Paz.


Recebendo um abraço do ator Miquéias

OPORTUNIDADE ÚNICA!

Joinville recebe nesta sexta e sábado, 21 e 22 de Novembro, a visita de MIQUÉIAS PAZ, às 20h30, no Galpão de Teatro da AJOTE, com o espetáculo FOLHAS DE OUTONO. Confira informações abaixo, veja fotos anexas e vá ao teatro!

Abraços cênicos!
http://www.teatroemjoinville.com.br/
Maiores informações: (47) 9623 4052









QUEM É MIQUÉIAS PAZ????
Miquéias Paz é um premiado ator e um dos melhores mímicos brasileiros. Desde 1984, Miquéias viaja o mundo com suas apresentações. Nessa caminhada, o ator encanta os públicos das cidades onde passa, seja em Londres, Brasília ou Bagdá, onde participou do Festival de Artes da cidade. No currículo, estão os trabalhos "Sonhos de um retirante", "Agá do H" e "Brasil Brasileiro". Como dizem por aí, o mímico faz "mímicas de mil momentos". E você pode conferir a performance deste grande artista em um de seus trabalhos mais recentes, aqui em Joinville, no Galpão de Teatro!

Vocês estão convidados para assistir. É MARAVILHOSO !!
Obrigada, ao ator Miquéias e muito OBRIGADO ao JURA Arruda pelo convite. Adorei.

Você gosta de teatro? Deixe seu comentário .




5 de nov de 2008

Uma visita muito ilustre Machado de Assis





Estávamos já pensando em fazer um varal literário com o tema - centenário da morte de Machado De Assis.
A professora Márcia e eu deixamos os cartazes prontos - eis que aparece a estudante Lenice Cristina Bloemer do 3 ano de letras da Univille. Com certeza só veio acrescentar algo mais, já que os alunos leram Dom Casmurro (1 anos ) e contos ( 3 anos).
A proposta da acadêmica foi de trazer para os alunos de ensino fundamental e Médio as obras de Machado e tentar despertar nos alunos o interesse pela apreciação das obras machadianas.
Com o varal literário exposto foi feito a leitura da vida de Machado de Assis , logo após os poemas : As mulheres são como as maçãs o bons amigos.

Mulheres do topo da Árvore.
As Melhores Mulheres pertencem aos homens mais atrevidos. Mulheres são como maçãs em árvores.
As melhores estão no topo. Os homens não querem alcançar essas boas, porque eles têm medo de cair e se machucar. Preferem pegar as maçãs podres que ficam no chão, que não são boas como as do topo, mas são fáceis de se conseguir. Assim, as maçãs no topo pensam que algo está errado com elas, quando na verdade, eles estão errados. Elas têm que esperar um pouco mais para o homem certo chegar, aquele que é valente o bastante para escalar até o topo da árvore.


BONS AMIGOS
Abençoados os que possuem amigos, os que os têm sem pedir.
Porque amigo não se pede, não se compra, nem se vende.
Amigo a gente sente!
Benditos os que sofrem por amigos, os que falam com o olhar.
Porque amigo não se cala, não questiona, nem se rende.
Amigo a gente entende!
Benditos os que guardam amigos, os que entregam o ombro pra chorar.
Porque amigo sofre e chora.
Amigo não tem hora pra consolar!
Benditos sejam os amigos que acreditam na tua verdade ou te apontam a realidade.
Porque amigo é a direção.
Amigo é a base quando falta o chão!
Benditos sejam todos os amigos de raízes, verdadeiros.
Porque amigos são herdeiros da real sagacidade.
Ter amigos é a melhor cumplicidade!
Há pessoas que choram por saber que as rosas têm espinho.
Há outras que sorriem por saber que os espinhos têm rosas!

Logo após os alunos recitarem a acadêmica solicitou alguns alunos para a encenação das regras para andar de bondes.

Ocorreu-me compor umas certas regras para uso dos que freqüentam bonds. O desenvolvimento que tem sido entre nós esse meio de locomoção, essencialmente democrático, exige que ele não seja deixado ao puro capricho dos passageiros. Não posso dar aqui mais do que alguns extratos do meu trabalho; basta saber que tem nada menos de setenta artigos. Vão apenas dez.
Art. I - Dos encatarroados. Os encatarroados podem entrar nos bonds com a condição de não tossirem mais de três vezes dentro de uma hora, e no caso de pigarro, quatro.Quando a tosse for tão teimosa, que não permita esta limitação, os encatarroados têm dois alvitres: — ou irem a pé, que é bom exercício, ou meterem-se na cama. Também podem ir tossir para o diabo que os carregue. Os encatarroados que estiverem nas extremidades dos bancos, devem escarrar para o lado da rua, em vez de o fazerem no próprio bond, salvo caso de aposta, preceito religioso ou maçônico, vocação, etc., etc.
Art. II - Da posição das pernas. As pernas devem trazer-se de modo que no constranjam os passageiros do mesmo banco. Não se proíbem formalmente as pernas abertas, mas com a condição de pagar os outros lugares, e faze-los ocupar por meninas pobres ou viúvas desvalidas, mediante uma pequena gratificação.
Art. III - Da leitura dos jornais. Cada vez que um passageiro abrir a folha que estiver lendo, terá o cuidado de não roçar as ventas dos vizinhos, nem levar-lhes os chapéus. Também não é bonito encostá-los no passageiro da frente.
Art. IV - Dos quebra-queixos. É permitido o uso dos quebra-queixos em duas circunstâncias: - a primeira quando não for ninguém no bond, e a segunda ao descer.
Art. V - Dos amoladores. Toda a pessoa que sentir necessidade de contar seus negócios íntimos, sem interesse para ninguém, deve primeiro indagar do passageiro escolhido para tal confidência, se ele é assaz cristão e resignado. No caso afirmativo, perguntar-se-lhe-á se prefere a narração ou uma descarga de pontapés. Sendo provável que ele prefira os pontapés, a pessoa deve imediatamente pespegá-los. No caso, aliás extraordinários e quase absurdo, de que o passageiro prefira a narração, o proponente deve fazê-lo minuciosamente, carregando muito nas circunstâncias mais triviais, repelindo os ditos, pisando e repisando as coisas, de modo que o paciente jure aos seus deuses não cair em outra.
Art. VI - Dos perdigotos reserva-se o banco da frente para a emissão de perdigotos, salvo nas ocasiões em que a chuva obriga a mudar a posição do banco. Também podem emitir-se na plataforma de trás, indo o passageiro ao pé do condutor e a cara para a rua.
Art. VII - Das conversas. Quando duas pessoas, sentadas a distância, quiserem dizer alguma coisa em voz alta, terão cuidado de não gastar mais de quinze ou vinte palavras, e, em todo caso, sem alusões maliciosas, principalmente se houver senhoras.
Art. VIII - Das pessoas com morrinha. As pessoas com morrinha podem participar dos bonds indiretamente: ficando na calçada, e vendo-os passar de um lado para outro. Será melhor que morem em rua por onde eles passem, porque então podem vê-los mesmo da janela.
Art. IX - Da passagem às senhoras. Quando alguma senhora entrar o passageiro da ponta deve levantar-se e dar passagem, não só porque é incômodo para ele ficar sentado, apertando as pernas, como porque é uma grande má-criação.




Foi muito divertido uma manhã ensolarada de cultural aprendemos brincando, recitando e respirando um pouco de Machado de Assis.
Agora, leia o que Pati uma blogueira fez em seu blog –atualizando como comportar-se no ônibus. Não é de hoje que andar de ônibus tem sido um suplício diário pra mim... ter que ir trabalhar na mesma hora em que todo mundo vai e pra piorar morar numas das regiões mais populosas da cidade tem feito de uma simples ida ao trabalho uma experiência realmente estressante!

Parágrafo 1: Da entrada no ônibus. Chamem-me de mal educada, sem princípios ou qualquer coisa, mas sei que vocês hão de concordar comigo. Se os idosos têm seus lugares garantidos antes da roleta, porque eles têm que entrar primeiro no ônibus? Isso causa uma muvuca totalmente desnecessária ali na frente... Então, vovôs e vovós do meu coração, sem desespero! Seus lugarezinhos estarão lá e ninguém vai sentar neles! Por isso eu peço, por favor, deixem os pagantes entrarem primeiro!E mais uma coisa, nada de cortar fila (chegando pelo outro lado e já colocando o pé na escada) para entrar no ônibus!!!

Parágrafo 2: Da permanência no ônibus. Essa é a alma do código de conduta. Tanto que será divido em subtópicos.

2.1: Das mães. Mamães queridas, se seu filho tem menos de 5 anos (portanto, ele é um não-pagante) ele NÃO tem direito a um lugar! A menos, obviamente, que haja lugar vago. Caso contrário, o rebento vai sentado no seu colo! E quanto aos carrinhos de bebê, lembre-se: sempre fechados e o mais próximo possível de onde você está sentada.
2.2: Das sacoleiras. Quem compra milhões de coisas no centro da cidade deveria ter carro, mas como nem sempre isso é possível, acaba sendo inevitável carregar sacolas e caixas gigantes dentro do ônibus. Mas isso não é desculpa pra colocá-las no meio do corredor! Procure sentar no fundo, mas lembre-se que de forma alguma a caixa deve estar obstruindo a passagem até a porta. Lembramos também que é necessário ter bom senso. Procure não levar peixes, bananas, carnes e adjacências que ficaram muito tempo expostas ao calor.

Encenação das regras para andar de bondes


2.3: Dos sem-noção. Sem-noção classifica-se como aquele tipo de pessoa que obstrui passagens e lugares em geral. Enquadram-se os idosos que ficam na porta de entrada, os desesperados que ficam na porta de saída (mas que só vão descer no ponto final), as tiazonas que sentam no banco do corredor quando o da janela está desocupado, aqueles colegiais com mochilas gigantes (que não a colocam no chão nem por um decreto de lei), as mocinhas que deixam o guarda-chuva pingar em cima da gente, os adolescentes que já tão precocemente tem problemas de surdez (só pode ser isso pra falarem tão alto), os molequinhos que comem aqueles salgadinhos fedorentos, etc, etc, etc... Para esse tipo de gente não há muito o que fazer... Eu costumo pedir licença com uma cara bem mal-educada e ir passando e esbarrando o mais estupidamente possível.
2.4: Dos sem-higiene. Lembrete: não se classificam como sem higiene os passageiros que lotam os ônibus no fim da tarde! Mas já às oito da manhã, antes de ir trabalhar, recomenda-se banho, desodorante e roupas limpas. Num ônibus lotado, não existe situação pior do que ter que ficar com o nariz inconvenientemente próximo de um lugar que não tem um cheiro muito agradável... Isso sem falar das pessoas que “produzem” certos odores...
2.5: Dos tarados. Confesso que existem muitos por aqui, mas já passei por algumas situações um tanto estranhas. Eis o meu procedimento padrão: Tente esquivar-se, sair de perto, olhar feio... Use todos os métodos para fazer o caboclo entender que está sendo desagradável (vamos supor só por um momento que ele não tem consciência do que está fazendo). Se todos esses métodos forem falhos, recomendamos o uso da legítima defesa (leia-se violência). Pode ser um pisão no pé para as menos ousadas ou um ataque direto à causa do constrangimento! Mas lembre-se: faça isso e imediatamente depois desça do ônibus (e preste atenção se não será seguida!).
Parágrafo 3: Da descida do ônibus. Lembre-se de apertar o sinal com certa antecedência. É extremamente importante que você já esteja próximo da porta quando o ônibus parar! Nada de esperar que ele pare, para aí então você se levantar e ir até a porta! Mais um lembrete para as mães: as escadas são altas e é bem provável que seu filho de 3 aninhos não consiga desce-las sozinho, portanto segure a mãozinha dele! E pelo amor, verifique se seu filho realmente desceu do ônibus! (por experiência própria, não é uma experiência muito agradável ficar presa – e sozinha – dentro do ônibus).Reiterando que gentilezas serão sempre aceitas de bom agrado, sejam com deficientes físicos, com mães com várias criancinhas, sacoleiros, enfim...Espero que depois dessa, meus queridos amigos (ou inimigos) e companheiros de todos os dia no “buzão”, a gente possa se relacionar um pouco melhor... Pelo menos nesses 30 minutos diários em que convivemos! AH! E, só uma dica: falar bom dia para o motorista e o cobrador não custa nada e pode fazer com que você tenha sempre um amigo disposto a parar o ônibus fora do ponto ou perdoar a falta de 10 centavos pra passagem...
Fonte patimartins.blogspot.com



Machado de Assis



De origem humilde, Machado de Assis iniciou sua carreira trabalhando como aprendiz de tipógrafo na Imprensa Oficial, cujo diretor era o romancista Manuel Antônio de Almeida. Em 1855, aos quinze anos, estreou na literatura, com a publicação do poema "Ela" na revista Marmota Fluminense. Continuou colaborando intensamente nos jornais, como cronista, contista, poeta e crítico literário, tornando-se respeitado como intelectual antes mesmo de se firmar como grande romancista. Machado conquistou a admiração e a amizade do romancista José de Alencar, principal escritor da época.
Em 1864 estréia em livro, com Crisálidas (poemas). Em 1869, casa-se com a portuguesa Carolina Augusta Xavier de Novais, irmã do poeta Faustino Xavier de Novais e quatro anos mais velha do que ele. Em 1873, ingressa no Ministério da Agricultura, Comércio e Obras Públicas, como primeiro-oficial. Posteriormente, ascenderia na carreira de servidor público, aposentando-se no cargo de diretor do Ministério da Viação e Obras Públicas.
Podendo dedicar-se com mais comodidade à carreira literária, escreveu uma série de livros de caráter romântico. É a chamada primeira fase de sua carreira, marcada pelas obras: Ressurreição (1872), A Mão e a Luva (1874), Helena (1876), e Iaiá Garcia (1878), além das coletâneas de contos Contos Fluminenses (1870), , Histórias da Meia Noite (1873), das coletâneas de poesias Crisálidas (1864), Falenas (1870), Americanas (1875), e das peças Os Deuses de Casaca (1866), O Protocolo (1863), Queda que as Mulheres têm para os Tolos (1864) e Quase Ministro (1864).
Em 1881, abandona, definitivamente, o romantismo da primeira fase de sua obra e publica Memórias Póstumas de Brás Cubas, que marca o início do realismo no Brasil. O livro, extremamente ousado, é escrito por um defunto e começa com uma dedicatória inusitada: "Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas Memórias Póstumas". Tanto Memórias Póstumas de Brás Cubas como as demais obras de sua segunda fase vão muito além dos limites do realismo, apesar de serem normalmente classificados nessa escola. Machado, como todos os autores do gênero, escapa aos limites de todas as escolas, criando uma obra única.
Na segunda fase suas obras tinham caráter realista, tendo como características: a introspecção, o humor e o pessimismo com relação à essência do homem e seu relacionamento com o mundo. Da segunda fase, são obras principais: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892), Dom Casmurro (1900), Esaú e Jacó (1904), Memorial de Aires (1908), além das coletâneas de contos Papéis Avulsos (1882), Várias Histórias (1896), Páginas Recolhidas (1906), Relíquias da Casa Velha (1906), e da coletânea de poesias Ocidentais. Em 1904, morre Carolina Xavier de Novaes, e Machado de Assis escreve um de seus melhores poemas, Carolina, em homenagem à falecida esposa. Muito doente, solitário e triste depois da morte da esposa, Machado de Assis morreu em 29 de setembro de 1908, em sua velha casa no bairro carioca do Cosme Velho. Nem nos últimos dias, aceitou a presença de um padre que lhe tomasse a confissão. Bem conhecido pela quantidade de pessoas que visitaram o escritor carioca em seus últimos dias, como Mário de Alencar, Euclides da Cunha e Astrogildo Pereira (ainda rapaz e por isso desconhecido dos demais escritores), ficcionalmente o tema da morte de Machado de Assis foi revisto por Haroldo Maranhão.
Estilo literário


Exposição de Livros Acadêmica Lenice Cristina Bloemer

Bate-papo com os alunos