18 de mai de 2010

Corupá: A Rota do Turismo



Leia o que Charles Zimmermann escreve sobre a de cidade Corupá.( Quem visita não esquece) Visite e acompanhe as aventuras deste professor que está aprendendo e ensinando de uma maneira própria de Charles : estudar com prazer aliado a cultura.
( charlespelomundo.com.br)

Corupá na Nova Zelândia

Rodando pela parte norte da Nova Zelândia, as belezas naturais de Corupá já me vieram a cabeça por algumas vezes. Do Morro do Boi ao Pico da Igreja. Das estradas pitorescas, que atravessam vales ligando a cidade com São Bento do Sul. Ou das estradas secundárias, por entre pequenas propriedades rurais, que ligam a cidade com Jaraguá do Sul. Das cachoeiras; da Broaca a Rota das Cachoeiras. Perguntei-me: que enorme potencial tem essa cidade para o turismo ecológico? Mas por onde começar? Quando se quer desenvolver um turismo alternativo numa cidade. Meses atrás perguntei a um amigo que vive em Corupá que é simpatizante desse tipo de turismo. Respondeu ele, sem rodeios: primeiramente e preciso que as pessoas realmente conheçam a cidade. E citou exemplos. Numa escola de Corupá perguntamos: qual e a montanha mais alta do mundo? - Todos responderam: o Everest. Qual e o ponto mais alto de Corupá? - Poucos souberam responder. Acredito também, se sair pelas ruas e perguntar aos corupaenses quantas pessoas já foram ate a ultima cachoeira da Rota das Cachoeiras, será difícil encontrar algum. Em Jaraguá do Sul também não é diferente. Saia perguntando quem já caminhou pelo Parque Malwee - o cartão postal da cidade. Vamos nos surpreender; não será fácil encontrar alguém. Assim como também será mais fácil encontrar jaraguaenses que conhecem melhor as praias do Nordeste que as praias do sul do nosso Estado.

E fácil compreender porque na Nova Zelândia, o turismo e a principal fonte de renda do pais. Turismo e uma das maneiras mais fácil e rápida de fazer renda. A saída para o desenvolvimento do Nordeste foi investir em turismo. A saída para Cuba, da crise pós União Soviética, foi investir em turismo. As belezas naturais que vi ate agora nesse pais são indescritíveis, porem o povo daqui vende muito bem essas belezas. Qualquer arvore centenária, qualquer área com grandes samambaias, qualquer vinhedo, qualquer ponte antiga, qualquer rio, qualquer fazenda que possui um ribeirão correndo pelo meio, transformam em atração turística. E as placas chamando para esses lugares, sempre com os empolgantes slogans: - venha ter uma experiência se hospedando numa fazenda! - venha descobrir as maravilhas da vida em realizar um rafting com a sua família neste rio! - venha sentir uma experiência única caminhando por uma floresta de pinus!. Nota-se que o neozelandês conhece muito bem seu país. Fala orgulhoso de sua natureza sempre num tom de estar em harmonia com ela. Admiram a natureza: e comum encontrar pessoas sentadas admirando um marreco com seus filhotes. Ou olhando para uma arvore tentando ver o pássaro que canta. Ou simplesmente observando as flores de um jardim.

Portanto falamos de Corupá, mas refletimos sobre nos mesmos. Se Corupá fosse na Nova Zelândia, certamente seria uma das grandes atrações desse belíssimo pais.

6 comentários:

direitinho disse...

O mercado do Turismo.
Querida amiga, primeiro tem de criar condições para se poder estar aí no meio da natureza e depois é só publicitar. As pessoas vem até pela curiosidade.
Para manter as coisas num ritmo crescente é bom que ninguém saia decepcionado.
Cada turista que sai deve trazer muitos outros de volta..
Recordo que um dos melhores restaurantes daqui da região centro eram terrenos alagadiços onde cultivavam milho e feno para os animais e havia um lagar de azeite em ruínas.
Um rapazito comprou o lagar e transformou tudo aquilo num café e restaurante.
Comprou os terrenos anexos e foi alargando os pavilhões embelezando tudo com lindos lagos, noras e relvados bonitos.
Hoje está sempre lotado aos fins de semana com casamentos,baptizados e outras festas.
Até o partido Socialista ali tem ido fazer congressos pelos salões espaçosos e pela comida de boa qualidade além de um bom espaço para parque automóvel.
Chama-se - Quinta do Paul.
Há muitos exemplos deste género.

manuel marques disse...

óptimo texto,parabéns .

Beijo-

(CARLOS - MENINO BEIJA - FLOR) disse...

Texto e fotos lindos

Beti disse...

realmente...a divulgação das belezas naturais da cidade de Corupá, tem que partir primeiro das autoridades locais, que teriam que investir e respaudar a população Corupaense, para obter uma extrutura para receber a população turística, pois sem respaudo e conhecimento a própria população fica sem o conhecimento do próprio tesouro natural que tem nas mãos.
então fica valendo o velho ditado...
"santo de casa não faz milagres".
mas... fica o acolchego e a tranquilidade de uma cidade pequena aguardando os exploradores de suas belezas próprias para o enriquecimento pessoal, a natureza oferecida é maravilhosa.
g r a n d e C o r u p á.
beijos em seu coração

Efigênia Coutinho disse...

Mariza Schiochet

Entrar aqui , vê tão importante trabalho postado , não poderia sair sem lhe dar meus cumprimentos.

Efigênia Coutinho
in New York

Taia Assunção disse...

A grama do vizinho sempre é mais verde...realmente temos uma tendência a querer conhecer o que está longe do alcance de nossas mãos. Para tentar não cair nessa tentação, marido e eu optamos por conhecer o Continente africano enquanto estivermos por aqui. Zâmbia, RD do Congo, Botswana, África do Sul (já tivemos oportunidade de conhecer pessoalmente) e em junho Egito. É claro que não iremos a todos os países, mas alguns fazem parte de nossos sonhos...queremos conhecer melhor a África do Sul e ir a Moçambique...devagar e sempre. No Brasil eu tive a oportunidade de ir a todas as regiões do país, mas em algumas de modo superficial...ainda há muito o que conhecer. Beijocas!