12 de dez de 2009

Tão esperado. Ele chegou!!!!

Nossa!!! Se contar nos dedos quantas surpresas tive este ano certamente faltariam dedos.
Foi um ano agitado e muito gratificante – quantos amigos eu fiz e, quantos renovei a cada dia a nossa amizade.
Tentei a todo momento lembrar da palavra que sempre gosto de pedir no ditado com os alunos. A palavra é SENSAÇÃO. Viver sem senti-la não é viver é aniquilar-se .
Estou feliz – cumpri minha tarefa deste ano agora resta-me as merecidas Férias!!!
Deixo para vocês História de Natal que eu amo . E que o Ano Novo seja: UM Ano Dourado 2010 e com A Janela Aberta Para A Felicidade 2010.
Ganhei livro: Saudades e esquecimentos . Tenho muito carinho pelo livro por ser maravilhoso e por eu ganhar de uma pessoa maravilhosa. Compartilhe comigo.

O Presépio


Esse desassossego é normal nessa idade. “Quéta o facho, menino!” Frase que vai se tornando mais rara à medida que passa o tempo. Depois ela muda: “Você precisa parar um pouco, trabalho demais não faz bem!”.

O sinal de que tudo já está diferente é a jabuticabeira florida. Novembro e suas chuvas bravas anunciam que o terror das provas finais já está por perto. Chega com as jabuticabeiras e depois se vai, como tudo na vida, deixando-nos resultados: as provas finais, reprovações, e as jabuticabas, licores e nódoas.

No entanto, existe uma permanência se escondendo. Uma coisa que se abriga na gruta do presépio, feita de saco de cimento, pintado com grude, pó de café e purpurina, para ficar parecendo o dourado na pedra. O dourado dura no tempo. Eu mesmo me recordo daqueles papéis cuidadosamente guardados em cima do guarda-roupa, junto com as imagens que compunham a noite do nascimento de Deus.

Lá em casa não tinha banalização do Natal, não. No que era próprio do Natal não se podia mexer durante o ano. A caixa das imagens só era aberta com a chegada de dezembro. Fazia parte do ritual. E tinham de ser as mesmas imagens. Coisa nova não tinha vez. O bonito era ver a cor desbotada, os pequenos arranhões que revelavam que ali existia memória. “Mamãe deixou este presépio para mim”, revelava-nos orgulhosa, nossa mãe. Todo ano era assim. E existia um encanto naquelas repetições, formas criativas de se atualizar uma mesma fala, uma mesma revelação. Eu já sabia que aquele presépio pertencera a minha avó, mas era bom ouvir de novo.

O Menino Jesus era o meu preferido. Gostava dele e das ovelhas. Tinha uma delas com a boca voltada para o chão. Colocávamos um espelho entre as serragens para parecer que estava bebendo água.

Certa vez, por ocasião de uma novena de Natal, deixei cair da manjedoura a pequena imagem do Menino Jesus. Quebrou a cabeça. Eu não podia acreditar. A cabeça se descolou do corpo. Eu chorei tanto que parecia que o acidentado era eu. Uma dor profunda pungia o meu coração. Talvez por ter a sensação de ter quebrado mais que uma imagem. Por ter retirado a sacralidade e o mistério que sempre envolvera aqueles objetos. O presépio, a fala da minha mãe, a tradição, a minha avó, a memória, tudo estava agora sem cabeça.

Minha prima resolveu o problema. Restaurou o garotinho com cola Tenaz® . Mas isso não me consolou. Sempre que eu o via, recordava-me do incidente. Embora não parecesse, eu sabia que a sua cabeça havia sido decepada um dia. E eu era o agressor.

O Natal tinha suas cores próprias. Tinha também os seus sabores. Pernil com pão de queijo e guaraná. Mas tinha de esperar dar meia-noite. Eu ficava parado ao redor da mesa, com os olhos fixos na travessa e no relógio. Quando chegava a hora, eu comia e depois ia dormir. Embora fosse motivado para isso, nunca consegui deixar o meu sapatinho na janela com o intuito de que o Papai Noel deixasse ali um presentinho para mim. Tinha medo que roubassem o meu único par de sapatos. Ao contrário, guardava-os bem, para que não houvesse nenhuma possibilidade de que alguém os levasse de mim. Quando se tem um único amor, o cuidado é dobrado!

O bom mesmo era tomar café com as sobras do Natal. Cafezinho quente com pão de queijo amanhecido e pernil. Mas tinha de estar gelado. Era tirar da geladeira e comer. Esse era o único momento em que eu não me recordava de ter quebrado a cabeça do Menino Jesus. A alegria cura a culpa!

Padre Fábio de Melo
Livro :: Tempo: Saudades e Esquecimentos
http://www.fabiodemelo.com.br/

Olá amigos! Cliquem no link abaixo. Vale à pena.
Dê um clic no Anjo e acompanhe-o acendendo as velas da árvoree
e apresentando algumas canções natalinas. Que fofura!

http://www.jacquielawson.com/preview.asp?cont=1&hdn=0&pv=3169996

5 comentários:

Gládis Leal dos Santos disse...

Querida amiga,

Estive viajando pelo seu blog, quanta cisa linda, quanto amor e dedicação se vê aqui. Parabéns,parabéns, parabéns! Admiro muito sua dedicação, entusiasmo e carinho que colocaem tudo o que faz.

Um grande beijo da amiga
Gládis

Anônimo disse...

Olá,

Passei para lhe deixar um forte abraço e agradecer pela sua presença neste ano letivo,que o fez ser ainda mais especial,obrigado pelo seu carinho,sua atenção e dedicação por todos nós.

Te adoro,com todo meu carinho
Karine

Fernanda disse...

Mariza

Li a história num instante de tanto interesse que ela tem.
Está lindamente escrita. Parabéns ao seu autor e a si que decidiu publicá-la.

Votos de feliz natal e Bom Ano.

Beijos

Carmem L Vilanova disse...

Querida Nova Amiga,
Vim conhecer o teu blog e agradecer-te a visita feita ao meu.
Adorei o que vi por aqui e estarei igualmente (per)seguindo-te daqui por diante :o)
Um lindo Natal, com muita paz, Amor e muita alegria, como devem ser todos os dias de tua Vida!
Beijos, flores e muitos sorrisos!

manuel marques disse...

Um feliz Natal e que o ano novo lhe traga tudo de bom.

Abraço.