30 de out. de 2011

Encontro Marcado com a escritora Mary Bastian

 " A obra é maior do que eu.
  Acho que a gente chega perto de coisas bem sagradas quando escreve."
                                     Adélia Prado
                                              
Ela domina a escrita como uma boa gaúcha que é. Aos seus 73 anos, foi nos alegrar no dia 27 de outubro em nosso Encontro Marcado.
O livro : O rio que ficou triste foi encenando  pelas bibliotecárias : Iracema , Luísa e  algumas alunas dos 6º anos C , D e 7 º anosC,D . As professoras Eliane e Mary trabalharam com os 5 º anos com a interpretação  e atividades diversas e eu... já havia trabalhando no início do ano.
     Foi uma tarde MARAVILHOSA com direito a encenação,  bate- papo com a escritora com direito ao sorteio de canecas. Finalizamos com um momento bem   afetivo com autográfos.

" O livro , mesmo que surja por acaso, pode ser tornar uma necessidade.
  As pessoas que não têm livros em casa tornam o diálogo um exercício duro, quase muscular.''
                                    José Antônio Baço




Minhas poucas horas de folga faço' arte' . Fiz um pequeno mimo  para a Porceville com meus sabonetes personalizados


 A escola fez um cartão de agradecimento
                          Trabalhos realizados com minhas turmas

Poesia  feita pelos alunos da professora Mary



    Momento  carinhoso
  Uma ótima equipe
     Encantada com os trabalhos
    ansiosos para ficar bem pertinho da escritora.
   Eterna gratidão para Porceville


                   Biografia

19 de out. de 2011

Joinvilândia






Joinville - Superinteressante.


06-09-2011 REVISTA “SUPERINTERESSANTE” VISITA JOINVILLE (15 FATOS INTERESSANTES SOBRE A CIDADE)

Basta uma pesquisa rápida na internet para descobrir o básico sobre Joinville: a cidade mais populosa de Santa Catarina foi fundada em 1851 e é um importante pólo econômico e tecnológico do estado. Ou melhor, do Brasil. Algumas das principais empresas do ramo metal-mecânico do país ficam lá. Mas tem coisa que só os joinvilenses sabem. E agora a SUPER conta para você. É assim que Tânia Vinhas fala sobre Joinville, apontando 15 curiosidades sobre a cidade:

1. Joinville é a Manchester Catarinense
Ok, essa não é necessariamente uma novidade. Mas você sabe o motivo do apelido? A gente conta: com o final da Segunda Guerra Mundial, o país não recebia mais os produtos industrializados importados da Europa e teve que se virar. E Joinville se virou muito bem: entre as décadas de 50 e 80, a cidade viveu um surto de crescimento tão grande que se tornou um dos principais pólos industriais do país. Assim como Manchester, a cidade inglesa que teve papel importante na Revolução Industrial e entrou para a história ao usar a máquina a vapor na indústria têxtil pela primeira vez em 1789.

2. Joinville foi pioneira em muita coisa
A industrialização não foi o único pioneirismo da cidade. Foi lá que surgiu o primeiro jornal germânico de importância e prestígio no Brasil, o Kolonie Zeitungl. É de lá a primeira corporação de bombeiros voluntários da América do Sul (em 1892). Foi Joinville a primeira cidade do estado a ter o primeiro posto de gasolina totalmente acessível a pessoas com deficiência. Também foi por lá que aconteceu o primeiro transplante renal de SC. Além, é claro, de ser a primeira e única cidade do mundo a ganhar uma filial do Bolshoi.

3. Joinville tem 6 cidades-irmãs
Além de ser irmã-gêmea de Manchester, Joinville tem outras cidades-irmãs espalhadas pelo mundo. O conceito de cidades-irmãs é simples: são cidades que compartilham características semelhantes (demográficas, por exemplo) ou pontos e referências históricas comuns. Por causa do tal “parentesco”, as cidades cooperam entre si, num esquema amigável. Joinville pode contar com Zhengzhou, na China, Chesapeake, nos EUA, Spišska Nová Ves, na Eslováquia, Langenhagen, na Alemanha; Joinville-le-Pont, na França, e Schaffhausen, na Suíça.

4. Joinville tem brasão com vários detalhes
“MEA AUTEM BRASILIAE MAGNITUDO“. A inscrição do brasão da cidade quer dizer “A minha grandeza se identifica com a grandeza do Brasil”. Profundo, né? O escudo também faz referência às Armas do Brasil Império, ao emblema do Príncipe de Joinville, à Suíça, à Noruega e à Prússia, os principais países de onde vieram os imigrantes que fundaram a colônia. A cana-de-açúcar e o arroz, principais lavouras da cidade, na época de sua fundação, também foram lembrados.

5. Joinville foi presente para um príncipe
Em 1843, a princesa Francisca Carolina, filha de Dom Pedro I, casou-se com o francês François Ferdinand, o Princípe de Joinville. Naquela época os casamentos envolviam muita politicagem, acerto de contas e tradições, François recebeu como dote um pedaço de terra próximo à colônia de São Francisco. A região se chamava Colônia Dona Francisca, até que, em 1852, a Vila Joinville (uma das que compunham a colônia), emprestou o nome para batizar a cidade recém desmembrada da então Vila de São Francisco do Sul. É por este passado que muita gente chama Joinville de “a cidade dos príncipes”. Curiosidade: a casa cosntruída no local é onde funciona hoje o “Museu Nacional de Imigração e Colonização – Palácio dos Príncipes de Joinville”.

6. Joinville tem vários museus
Falando em museus, quem busca conhecimento tem um prato cheio na cidade. Além do Museu Nacional de Imigração e Colonização, tem o Museu Arqueológico de Sambaqui, o Museu de Arte, o Museu de Fundição, o Museu Nacional do Bombeiro e a Casa Fritz Alt, por exemplo.

7. Joinville é a cidade das bicicletas
Pra que andar de carro se podemos andar de bicicleta? Os joinvilenses pensam assim desde sempre. A cidade ganhou o título em 1950, denunciada pelas estatísticas: havia um carro para cada 111 pessoas, enquanto o número de bicicletas era de 1 para cada 4 pessoas. Ainda hoje, o número de bicicletas surpreende: não existe uma contagem exata, mas há quem garanta que existem umas 250 mil (ou uma para cada duas pessoas). Mesmo se não chegar a esta proporção, achamos o título justo.

8. Joinville tem muitos parques públicos
Os amantes da natureza vão gostar de saber da quantidade de parques importantes por lá. O Parque Ecológico Prefeito Rolf Colin foi criado para garantir a preservação da Floresta Atlântica e da fauna da região das nascentes do rio Piraí; o Parque Municipal da Ilha do Morro do Amaral abriga sítios arqueológicos, manguezais e uma comunidade antiga de pescadores artesanais. Estes dois não têm estrutura para receber visitantes, mas tem ainda o Parque Municipal Morro do Finder, as Áreas de Proteção Ambiental Serra Dona Francisca e Quiriri e o Parque Zoobotânico, uma área de lazer para a comunidade local e uma forma de valorizar a Mata Atlântica e a sua fauna. É importante ainda citar o Parque Expoville e o Parque da Cidade (este, a ser inaugurado no bairro Guanabara).

9. Joinville tem uma praia
Só uma, mas tem. É a praia do Vigorelli, localizada na Vila Cubatão (Zona Norte). A praia é banhada pela Baía da Babitonga e possui diversos bares em sua orla. Também tem uma balsa que liga Joinville a São Francisco do Sul. Areia mesmo, tem pouca, quase nada, e a água é escura, o que faz muito turista pensar que ela é imprópria para banho. Mas não é! A praia é frenquentada pela população local e por praticantes da pesca esportiva.

10. Joinville é terra de artistas
Ah sim, a população local! A cidade pode nem ter mais príncipes, mas conta com uma boa lista de gente famosa. Joinville é terra natal das beldades Ana Claudia Michels e Francine Beckhauser, top models internacionais, e dos atores Germano Pereira (que estreou na TV na novela Passione) e Amanda Richter (ex-estrela de Malhação). Também é berço dos artistas plásticos Luiz Henrique Schwanke e Juarez Machado, do escultor Mário Avancini e, além disto, é terra de Nuno Roland, um dos grandes cantores da época de ouro do rádio brasileiro.

11. Joinville tem uma música composta em sua homenagem
Olha só que honra! O músico carioca Mú Carvalho é filho de joinvilense e resolveu homenagear a cidade do pai emprestando o nome Joinville a uma de suas composições. A música é instrumental e foi gravada em seus CDs solo Óleo sobre Tela e Ao Vivo. Vale a pena ouvir, é belíssima.

12. Joinville tem pelo menos 20 festas e festivais
Com tanto artista, não podia faltar animação e criatividade. Listamos 22 festas e festivais importantes, mas sabemos que ainda existem muitos outros para animar o fim de semana. Tem a Festa das Flores, o mais tradicional evento do calendário turístico e cultura de SC, tem a Festa do Colono Piraí, Festa do Colono Rio da Prata, Encontro Folclórico, Festa da Colheita (Erntefest), Festa do Peixe da Água Doce, Rodeio Crioulo Nacional, Festa do Arroz.
Mais? Tem o Bandoneon Fest (encontro de músicos e admiradores do instrumento bandoneon), a Festa do Tiro Rei, a Festa do Pato, a Festa do Cará, a Festa da Solidariedade, a Festa da Polenta. E ainda tem o Festival Brasileiro de Hemerocallis (tipo de planta), Opa Fest (mais cerveja!) e, olha só, a Schweinschiessenfest, a festa do tiro ao porco. E o Festival de Dança?

13. Joinville entrou para a história da dança duas vezes
Não é à toa que Joinville também é conhecida como Cidade da Dança. É lá que acontece o Festival de Dança de Joinville , o maior festival de dança do mundo. Sim. O maior. A festa é considerada pelo Livro Guinness dos Recordes o maior evento do gênero do mundo em número de participantes – cerca de 6.500 bailarinos sobem aos palcos durante o evento. E qual é o segundo motivo para ter entrado para a história da dança? Ora, Joinville foi a primeira e única cidade do mundo a ter uma filial da Escola do Teatro Bolshoi fora de Moscou. Bolshoi, como muitos sabem, é uma das melhores companhias de balé e ópera do mundo.

14. Joinville é referência internacional em arqueologia
A região é famosa pelos sambaquis, sítios arqueológicos em formas de montes de mais ou menos 25m de altura que contém conchas, esqueletos, pedras, ossos, cerâmicas e outros tipos de objetos muito antigos de povos que viveram no Brasil há mais de 4.500 anos. Guilherme Tiburtius reuniu um grande acervo de peças (mais de 12 mil) retiradas em pesquisas arqueológicas na região de Joinville e assim surgiu, em 1963, o Museu Arqueológico de Sambaqui , uma referência internacional no assunto. Hoje ele conta com mais de 20 mil peças.

15. Joinville não abre mão das bebidas artesanais
E para finalizar a lista comemorativa, nada melhor que um brinde – mas tem que ser um brinde feito com bebida típica da região, é claro. Assim como várias outras cidades do sul do país, Joinville preza a fabricação de bebidas artesanais e o turista que não experimentar o chope ou a cachaça de lá não sabe o que está perdendo! O destaque vai para três grandes nomes: Opa Bier e Grabenwasser, famosos pela cerveja, e a própria Joinville, marca de bebidas artesanais que incluem a clássica Cachaça Príncipe Joinville e outras misturas (com coco, amendoim e maracujá, por exemplo).


Venha nos visitar.

14 de out. de 2011

Exercício de doação

" Monteiro Lobato dizia que um país se faz com homens e livros, mas para chegar aos livros temos de passar pelas professoras. Será que as crianças de hoje sabem disso? OU a resposta não está no Ipod? Mary Bastian




Um plano de aula do professor
Sue McFadzen


Senhor,

Hoje será um dia atarefado.
Por favor, ouvi meus planos para este dia.
- Em Matemática, quero ensinar
aos alunos que as más ações são
reduzidas aos menores coeficientes,
quando as boas ações são multiplicadas.

- Em Educação Física, gostaria que eles encontrassem auto-confiança para
pular os baixos obstáculos da vida,
com um olho no desafio de pular
as altas barreiras da vida.

- Em Artes, que não é tão importante estar na linha enquanto colorindo,
quando os sonhos podem ser pintados
e os futuros esculpidos.

- Em Leitura, Senhor,
ajudai-os a se tornarem suficientemente sensíveis para ler nas entrelinhas.

- Em Religião, os alunos precisam
descobrir que agindo mal diante
dos vossos olhos é bem pior
do que receber uma punição.

- Em Português, quero ensinar-lhes
os verbos “ajudar”, “cuidar”, “amar”
e que o particípio mal conjugado,
é menos sério do que usar contra o outro adjetivos que ofendam.

- Em Estudos Sociais, ajudai-os a se darem
conta que o mundo é cheio de pessoas
com direitos iguais.

- Em Música, eu gostaria que eles fossem naturais, cantando vossos louvores.

- Em Ciências, Senhor,
quero ensinar-lhes que
“para cada ação há uma igual e oposta reação”.
É apenas um outro modo de dizer.
“Faça aos outros o que gostaria
que lhe fizessem “.

Finalmente, Senhor, ajudai-me a
ajudá-los a se darem conta de que o
aprendizado não termina
quando termina o dia.



Este texto foi gentilmente cedido por:
"Apóstolas" On Line

29 de set. de 2011

Agradecimentos

" Viver é morrer todo dia. O que eu era antes já não sou agora, mas sou o que ainda não fui.'' ( LIvro Tempo de Esperas . Pe Fábio de Melo.


Como a minha vida está entre escola e Setor de Oncologia, enquanto minha mãe está fazendo quimio... fico lendo ou corrigindo provas. Estou terminando de ler o livro Tempo de Esperas do Padre Fábio de Melo.
Quero mesmo que tardiamente agradecer os amigos e amigas pelas belas palavras deixadas no post anterior. Deixo com vocês a crônica escrita pelo Rubens da Cunha e a Mary Bastian dando sua opinião sobre o Setor de Oncologia.(fonte jornal A Notícia)


" Quero somente perder a ilusão da posse. Nada é meu. Sou apenas administrador do espaço em que me situo. Administro o sopro que está em mim, mas sei que a qualquer momento este sopro pode ser finalizado.
Mas enquanto o sopro não termina, vou vivendo feliz. Há tantas harmonias que merecem ser contempladas! Falta tempo para tanta beleza.'' Pe Fábio de Melo



A INSISTÊNCIA NA ESPERANÇA

George Bataille tem uma frase aterradora: “a única verdade do homem é de ser uma súplica sem resposta”. Alguns poderão argumentar que a fé seria uma resposta, outros contra-argumentarão que a fé também não passa de uma súplica, apenas mascarada de resposta. Enfim, o fato é que essa questão levantada por Bataille e por tantos outros pensadores, de maneira consciente ou inconsciente, vem à tona quando nos deparamos com uma doença grave. O câncer talvez seja a mais comum dessas doenças. Atinge milhares, sem muita distinção de classe, sexo, cor, essas idiotices que nos separam. Receber a notícia de um câncer é, necessariamente, um enfrentamento com a possibilidade da morte.

Roteiristas de cinema e TV têm explorado justamente esse momento: o combate, o enfrentamento. No filme francês “O Tempo que Resta”, um jovem fotógrafo descobre-se com câncer, sua reação é negativa, de afastamento, de isolamento completo. No processo de se aceitar com a doença, nega tudo o que lhe era importante. Por outro lado, no filme italiano “Guardami”, que, numa tradução literal, significa “olha-me”, temos a curiosa história de uma jovem atriz pornográfica que descobre a doença e passa a ter um novo olhar sobre a vida. Na TV norte-americana, uma das séries de maior sucesso é “Breaking Bad”, em que um pacato professor de química, ao saber que tem um câncer no pulmão, resolve virar traficante para conseguir, rapidamente, deixar a família bem. O fato é que o câncer grave se torna remissivo, porém, à medida que a cura chega, a humanidade do personagem se esvanece. Assim são inúmeros os exemplos tanto da ficção quanto da vida dita real, de ações e reações negativas ou positivas a partir do diagnóstico.

Porém, tanto os personagem quanto os pacientes reais têm de lidar com um fato: o tratamento. Por isso, se faz cada vez mais necessária a completa humanização das áreas de oncologia dos hospitais. É preciso um cuidado não apenas com o paciente, mas com quem o acompanha. É sabido que alguns hospitais já pensam essa área de maneira distinta, privilegiando o conforto, o cuidado, a naturalização do ambiente, ou seja, pensando que aquele lugar seja mais uma saída para a vida do que para a morte. No entanto, como é comum na saúde pública brasileira, muitos exemplos negativos transbordam: corredores frios, filas de espera desconfortáveis, ausência de uma vitalização da área de oncologia, seja por pequenos cuidados como uma pintura divertida, flores, uma música ambiente adequada. O velho e bom toque de carinho que faz toda a diferença para quem está numa situação complicada. É certo que essas mudanças têm de partir de algo raro no Brasil que é a consciência dos administradores públicos. Mas é preciso sempre insistir na esperança, definitivamente, algo que lota qualquer setor de oncologia do mundo, seja ele bem cuidado ou não.

RUBENS DA CUNHA



11 de set. de 2011

"Vivi de tal forma, que sinto não ter nascido em vão." Cícero, orador romano.







Amar o próximo como a si mesmo, amar a si mesmo é base para amar o outro. Penso que cada um de nós tem o poder de transformar o ambiente em que vive, trabalha ou em que faz quimioterapia.
Como estou levando a minha mãe para médico oncologista, nutricionista, psicólogo e uma vez por semana para fazer quimio. Sugeri para meus alunos a ideia de algumas cartinhas para os pacientes com mensagens de esperança e otimismo .Apesar de saber que o sofrimento faz parte da travessia podemos amenizar e alegrar o nosso próximo ou como relata Gabriel Chalita: Somos feitos de : Pó e amor! O Pó nos iguala. O amor nos une."
o jornal A NOtícia fez bela reportagem. Obrigada meus alunos queridos, ao jornal e a minha amada mãe que a cada dia valoriza a vida.



O Homem; As Viagens
Carlos Drummond de Andrade

O homem, bicho da terra tão pequeno
Chateia-se na terra
Lugar de muita miséria e pouca diversão,
Faz um foguete, uma cápsula, um módulo
Toca para a lua
Desce cauteloso na lua
Pisa na lua
Planta bandeirola na lua
Experimenta a lua
Coloniza a lua
Civiliza a lua
Humaniza a lua.

Lua humanizada: tão igual à terra.
O homem chateia-se na lua.
Vamos para marte - ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em marte
Pisa em marte
Experimenta
Coloniza
Civiliza
Humaniza marte com engenho e arte.

Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro - diz o engenho
Sofisticado e dócil.
Vamos a vênus.
O homem põe o pé em vênus,
Vê o visto - é isto?
Idem
Idem
Idem.

O homem funde a cuca se não for a júpiter
Proclamar justiça junto com injustiça
Repetir a fossa
Repetir o inquieto
Repetitório.

Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira terra-a-terra.
O homem chega ao sol ou dá uma volta
Só para tever?
Não-vê que ele inventa
Roupa insiderável de viver no sol.
Põe o pé e:
Mas que chato é o sol, falso touro
Espanhol domado.

Restam outros sistemas fora
Do solar a col-
Onizar.
Ao acabarem todos
Só resta ao homem
(estará equipado?)
A dificílima dangerosíssima viagem
De si a si mesmo:
Pôr o pé no chão
Do seu coração
Experimentar
Colonizar
Civilizar
Humanizar
O homem
Descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
A perene, insuspeitada alegria
De con-viver.

6 de set. de 2011

Momento afetivo




Entro na sala para dar aula e ... entre uma explicação e o exercício - recebo carinhos de meus alunos.São gestos concretos.Resolvi postar, pois minha querida aluna Maria Juliane foi transferida, fiquei chateada ( aluna excelente e muito educada).Um dia antes de viajar trouxe-me um presente e um cartão. Retribui com um livro( Pequeno Príncipe- Antonie Saint- Exupéry).
O amor nos une e aprendemos a compartilhar emoções.
Para vocês meus alunos dos 6 ºanos e 7º anos da E.M CAIC Mariano Costa , Muito Obrigada pelo carinho e mimos.

4 de set. de 2011

É complicado!!!


Recebi e reparto com você um pouquinho do nosso amado escritor Luiz Fernando Veríssimo.

MUDANÇAS

E tudo mudou...
O rouge virou blush
O pó-de-arroz virou pó-compacto
O brilho virou gloss
O rímel virou máscara incolor
A Lycra virou stretch
Anabela virou plataforma
O corpete virou porta-seios
Que virou sutiã
Que virou lib, Que virou silicone

A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento
A escova virou chapinha
'Problemas de moça' viraram TPM
Confete virou MM

A crise de nervos virou estresse
A chita virou viscose.
A purpurina virou gliter
A brilhantina virou musse
Os halteres viraram bomba
A ergométrica virou spinning
A tanga virou fio dental
E o fio dental virou anti-séptico bucal

Ninguém mais vê...
Ping-Pong virou Babaloo
O a-la-carte virou self-service

A tristeza, depressão
O espaguete virou Miojo pronto
A paquera virou pegação
A gafieira virou dança de salão

O que era praça virou shopping
A areia virou ringue
A caneta virou teclado
O long play virou CD

A fita de vídeo é DVD
O CD já é MP3
É um filho onde éramos seis
O álbum de fotos agora é mostrado por email

O namoro agora é virtual
A cantada virou torpedo
E do 'não' não se tem medo
O break virou street
O samba, pagode
O carnaval de rua virou Sapucaí
O folclore brasileiro, halloween
O piano agora é teclado, também

O forró de sanfona ficou eletrônico
Fortificante não é mais Biotônico
Bicicleta virou Bis

Polícia e ladrão virou Counter Strike

Folhetins são novelas de TV
Fauna e flora a desaparecer
Lobato virou Paulo Coelho
Caetano virou um chato

Chico sumiu da FM e TV

Baby se converteu
RPM desapareceu
Elis ressuscitou em Maria Rita ?
Gal virou fênix
Raul e Renato,
Cássia e Cazuza,
Lennon e Elvis,
Todos anjos
Agora só tocam lira...
A AIDS virou gripe
A bala antes encontrada agora é perdida
A violência esta coisa maldita!

A maconha é calmante

O professor é agora o facilitador
As lições já não importam mais
A guerra superou a paz
E a sociedade ficou incapaz...
... De tudo.

Inclusive de notar essas diferenças.

(Luiz Fernando Veríssimo)