23 de nov. de 2009

Vidas Secas – uma encenação rápida e descontraída

Deixei a proposta: ler o livro Vidas Secas de Graciliano Ramos, precisei afastar-me e... quando retornei o Vidas Secas estava mais seca do que a vida de Fabiano . Para conseguir acender a chama da leitura resolvi fazer um teatro rápido (ano acabando)
Dividi em 5 equipes e cada equipe seria responsável por 2 capítulos do livro. Veja as fotos. Reclamaram mais do que a família de Fabiano, mas saiu algo muito criativo. Viva a imaginação. Valeu, pessoal. Amo vocês..

"A palavra não foi feita para enfeitar, brilhar como ouro falso; a palavra foi feita para dizer" (Graciliano Ramos)


Fabiano encontrou uma casa e abrigou-se ali,mas logo o dono, fazendeiro,
tentou expulsá-lo.Fabiano aceita permanecer na casa, ofereceu seus trabalhos ao fazendeiro.
( Essa equipe aproveitou o material que ia para o lixo para fazer um trabalho ecologicamente correto) 2ª 5




A cachorra Baleia - no decorrer que a narrativa transcorre, Baleia "Humaniza-se", ao passo que todo o resto da família " animaliza", em um processo constante de inquietação. (2ª5)
A cachorrinha Baleia carrega consigo um préa.


Embora a Presença do marido a deixe segura, Sinha Vitória sente medo da seca.( 2ª3)


Depois de vários desencontros, o fazendeiro despede Fabiano e agora sua família retorna ao círculo de andança. ( 2ª 3)




A lembrança da morte do papagaio e cama de lastro de Tomás da Bolandeira , deixa Sinha Vitória sem esperança.( 2ª2) Tarcísio sempre o escolhido para auxiliar.




Apesar da seca a família resistia .
Ambiente de seca e vida dura.A falta de comunicação era constaste (2ª 5 ) Viraram o cartaz e... veja a nova imagem




Encontro do soldado amarelo com Fabiano na cidade. (2ª7) Priscila emprestou os bonecos do irmãozinho.


Busca do menino mais novo pela palavra inferno - sem resposta esconde-se. (2ª



As trapaças do patrão o perturbavam e as contas de Sinha Vitória sempre mostravam que eles estavam sendo enganados. (2ª3)


"Vamos para cidade grande cheia de pessoas fortes.Os meninos em escolas ,aprendendo coisas difíceis e necessárias... O sertão mandaria para a cidade homens fortes e , brutos, como Fabiano, Sinha Vitória e os dois meninos."

22 de nov. de 2009

Respeito Mútuo

Passar um ano sem falar de Bullying é meramente impossível. As agressões físicas ou perseguições psicológicas são tão antigas quanto a cartilha, mas somente nos últimos anos, com a popularização dessa palavra é, que está sendo levada a sério. Bullying é um termo que designa um tipo de violência escolar. É caracterizado por insultos, apelidos provocativos e muita humilhação. A escola , família e a comunidade têm obrigação de não permitir o bullying.
Os 6ª anos fizeram as atitudes de praticantes de bullying e não praticantes.


Tailine 6ºB


Richard 6ºB


Jaqueline 6ºB


Ana Sabrina 6ºB


Gabriel 6ºA

19 de nov. de 2009

Sinta o perfume de Joinville!!!

Joinville está coberta de cores, aromas e encantamentos.
Venha renovar-se com a magia das flores.
Programação




20/11 - Sexta-feira10h - Dançando na Escola - E. M. Dr. José Antonio Navarro Lins Coreografia "Hoje tem um espetáculo" (livre)
10h15 - Dançando na Escola - E. M. Dom Jaime de Barros Câmara -Coreografia "Quando a primavera chegar" (jazz)
10h30 - Apresentação das Cheerleaders do Time Joinville Gladiators
12h - Apresentação Musical Paulão e Carlos
14h - Aula de dança de salão - Prof. Fábio Simões
15h - Aula de dança de salão - Prof. Maycon dos Santos
16h - Dançando na Escola - E. M. Enfermeira Hilda Anna KrischCoreografia "Caminhos" (jazz)16h10 - Dançando na Escola - E. M. Vereador Curt Alvino MonichCoreografia "Curtindo o Tempo da Brilhantina"
16h15 - Dançando na Escola - E. M. Deputado Lauro Carneiro de LoyolaCoreografias "Verdadeira Tradição Alemã"Coreografia "Baile do Chopp" Coreografia "Die Blumen Goeter" (popular))
16h30 - Dançando na Escola - E. M. Prof. Lacy Luiza da Cruz FloreCoreografias "Província Francesa/Festa da Colheita"Coreografia "Questo Contagioso Ritmo" (popular)
16h40 - Dançando na Escola - E. M. Prof. Virginia SoaresCoreografia "Maculelê" (popular)Coreografia "Hip Hop Girls" (Dança de Rua)17h30 - CHHAI Casa de Hip Hop - Participação dos alunos da ACE
18h - Grupo Cultural Aruandê Capoeira
19h - Grupo de Dança de Sapateado Schuhplatter Tanz Gruppe
19h30 - Apresentação Musical com o TRIO VIOLA21h30 - Baile Show com OS MONTANARI

21/11 - Sábado A Festa é das Flores, da Dança e da Música

11h - Grupo Folclórico Germânico Silberflusss
12h - Apresentação Musical Os Regionalistas
14h - Escola de Ballet Morgenau de Curitiba
14h30 - Coral Ajorpeme
15h - Academia Vadinho de Karate e Cultura Física
15h15 - Grupo Paiee Infantil de Dança15h30 - Coral Municipal de Alto Feliz
16h - Grupo Folclórico Windmühle
16h30 - Grupo Folclórico Windmühle
17h - Grupo In Transe de Dança de Rua
17h30 - Grupo de Street Dance Colégio Tupy
17h35 - CHHAI - Casa de Hip Hop18h - Grupo de Dança de Sapateado Schuhplatter Tanz Gruppe
19h30 - Show Grupo AROEIRA21h30 - Show Nacional 14 BIS

21/11 - Sábado - Área ExternaA Festa é das Flores e do Lazer ao Ar Livre

Domingo 22/11

14 às 18h – Rua do Lazer
14h - Espetáculo de teatro da Univille
16h - Capoeira Grupo Cultural Aruandê
22/11 – Domingo14 às 18h – Rua do Lazer
10h - Dança Germânica Windmühle - Juvenil
10h30 - Dança Germânica Windmühle - Adulto
11h - Apresentação de Dança Árabe
11h30 - Grupo de Dança Colégio Machado de Assis
12h - Apresentação Musical Festimusik14h - Apresentação Musical Os Boêmios
15h - Baile show Musical JM
17h - Premiação Concurso de Flores
18h - Premiação das Orquídeas CampeãsMais atrações

A Festa é das Flores e de outras Atrações Especiais
Além da Exposição de Flores, o evento tem:
- Mercado de Flores e Plantas- Oficinas de Cultivo
-4ª Feira Jardim Casa & Lazer
-Parque Infantil-
-Artesanato e Produtos Coloniais
-Exposição de Carros Antigos
-Parede de Escalada
-Praça de Alimentação
-Choperias Artesanais
-Café Colonial nos finais de semana
-Amoço e Jantar Típico Alemão
- Espaço Cultural 180 anos de Imigração Alemã
- Sala de Cinema
- Premiação Concurso de Jardins
- Premiação das Orquídeas Campeãs






9 de nov. de 2009

Insensatez 2

Estava guardando este vídeo com muito carinho para meus queridos alunos dos 6ª anos.
Justamente o tema do encontro de pais que participei no colégio do meu filho. A palestrante Isabel Parolin abriu um espaço para comentar o tema :Televisão.
Como estava afastada da sala de aula e agora retornei. Deixo para vocês lerem e comentarem. Segundo a psicopedagoga Isabel Parolin em seu site - comenta que assistir televisão é um dos passatempos mais importantes na vida de crianças e adolescentes.
Na relação televisor – crianças também aprendem. Mas a pergunta que se coloca é: Que tipo de aprendizagem? Muitas vezes pode-se aprender algo inapropriado ou inadequado.

Os problemas não são apenas detectados somente nos programas vistos, pois, encontram-se sob a influência de centenas de anúncios comerciais, muitos dos quais induzem a hábitos de alimentação nada saudáveis, estimulam o consumismo, difundem estilos de vida que associam a posse de bens supérfluos como fatores de sucesso, alegria e bem estar.
As crianças que permanecem mais tempo assistindo televisão correm um risco muito maior de:
- fazer menos exercícios;
- ler muito menos;
- aumentar de peso;
- apresentar pior desempenho escolar



Com uma orientação apropriada seus filhos podem aprender a usar a televisão de uma maneira saúdavel e positiva:

-estimular discussões com eles quando estão assistindo juntos a um
programa;
-evidenciar comportamentos positivos como a cooperação, a amizade e o
interesse pelos outros;
-fazer conexões com a histórias, livros, lugares de interesses e eventos
pessoais;
-conversar com eles sobre seus valores pessoais e familiares e como se
relacionam com o que está sendo visto no programa, comparando o que
estão vendo com eventos reais;
-deixe-os saber as verdadeiras conseqüências da violência;
-discutir sobre o papel da publicidade e sua influência no que se compra
Escola e família devem trabalhar juntas também nesse contexto. Não cabe
somente à escola trabalhar os efeitos negativos do excesso de exposição das
crianças frente à televisão.


"A sabedoria não nos é dada. É precisa descobri-la por nós mesmos, depois de uma viagem que ninguém nos pode poupar ou fazer por nós." (Marcel Proust)



Retornar é algo incrível, pois ficamos receosos de voltar e como seremos recebidos.
Podemos viajar o mundo todo, porém sempre voltamos para nosso porto seguro que pode ser nossa casa, nosso emprego, nossa família. O trabalho fez eu retornar a minha missão. O período de afastamento foi muito bom para proporcionar a saudade, a valorização e a gratidão (Que diga o 2ª ano 5 que até fizeram uma festa de chegada)
Só damos valor quando nós ausentamos ou perdemos alguém ou algo que amamos.
Obrigada para todos os alunos pelo carinho, amor e parceria. Tenho certeza que o sucesso de vocês futuramente será minha alegria.
P.S Senti a falta de alguns alunos que desistiram outros foram transferidos a Luciany(6ªC , está hospitalizada e a Munique do 2ª 2 está doente.


3 de nov. de 2009

Insensatez

Retornando ao trabalho - deixo para meus adolescentes refletirem.


Cirurgia ou Lipoaspiração ?( Herbert Vianna)



Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei,
nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas,
mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão.
O mundo pirou, enlouqueceu.
Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é dieta.
Fé, só na estética. Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo,sentimento é bobagem.
Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção.
Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação.
Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz,
não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem.
Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa.
Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.
Não importa o outro, o coletivo.
Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política.
Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar correr, viver muito, ter uma aparência legal mas…
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovens lipoaspirados, turbinados aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser.
Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.
‘ Cuide bem do seu amor, seja ele quem for

30 de out. de 2009

Quem tem amigos, nunca está sozinho






A linguagem é uma forma de criar laços, estreitar amizades e ampliar conhecimentos. Nos liberta e promove a cultura.
Foi através de um convite para conhecer o blog pretextoselrblogspot.com que delicie-me nas crônicas escritas pelo jornalista Eduardo Lara Resende , sempre que possível deixava comentário e assim trocamos figurinhas.
Penso, que a linguagem aproxima o distante e fiquei muiiiiiiiiiiiiito feliz quando recebi um recado que ele ,aproveitaria o tema : A vida para ser bela.... para postar algo que faz um tempo que ele estava querendo escrever: gratidão.
Meus queridos alunos e amigos , vamos ler e refletir a importância da verdadeira gratidão sem bajulação. Boa leitura


A galinha de ovos de ouro
Há dias recebi e-mail com texto sobre o elogio, no qual se abordava o esfriamento das relações interpessoais – notadamente no ambiente familiar – em razão também da falta de estímulos. Por uma série de razões, a generosidade de um elogio sadio, a quem precisa e merece reconhecimento, tem sido substituída pela indiferença e até por agressões.

Fosse mina d’água, a bajulação nacional, por outro lado, já teria liquidado com a seca do Nordeste. Basta ligar a TV ou folhear revistas, particularmente as de variedades, para que se dê conta da fartura de elogios, sobretudo nos ambientes da política, das artes e da própria mídia. Em nome da popularidade eleitoreira e da audiência, eleva-se ao último reduto da virtude. Ou rebaixa-se, sem misericórdia, à execração em pessoa. Gente normal, com acertos e erros, parece estar em extinção. Ou vai ficando invisível, com o tempo.

Na internet o elogio é vasto. A proverbial fogueira das vaidades arde sem se consumir, como a sarça diante de Moisés. Elogia-se a bobagem, o sexo, a instabilidade, a traição. Não escapam ao incenso a redundância, a transversalidade, a igualdade e a diferença. Sombra, ignorância, fracasso, amor e loucura também são ou foram alvos de elogios, literariamente ou não.

Caçadores e produtores de elogios se profissionalizam. Gente de respeito, competente. Repórter político em Brasília, conheci exemplos em ambas as categorias. Na dos caçadores, havia um sujeito que, não recebendo elogio do interlocutor nos primeiros dez minutos da conversa – na verdade, minuciosa exposição de seus feitos últimos e penúltimos – cobrava com sorriso a apreciação positiva. Permanecendo o estado de estupefação do ouvinte, ele tentava acordá-lo com tapinha no braço. E se nada surtisse efeito, desengasgava o desatento advertindo-o de que ‘elogio é bom, mesmo quando é falso’.

Dolorosa cultura do passado levou gerações a quase medir a freqüência ao uso do elogio pela passagem do cometa Halley: um no começo da vida – quando o elogiado não se dá conta do estímulo que recebeu – e outro no fim. De preferência, post-mortem, que é para não entorpecer o caráter. Já as críticas sobravam – ácidas, pesadas. Elogios, só aos 'outros', mas longe dos olhos e dos ouvidos dos elogiados. Atrás tantas vezes de falso zelo pela integridade moral de quem quer que fosse, escondiam-se as faces deformadas da inveja e do preconceito. O orgulho exacerbado – que se alegava evitar no elogiado – prevalecia no ressentido, levando-o a contorcer-se para não reconhecer o mérito do próximo.

Um empresário mineiro confessava perguntar-se tantas vezes por valores que terá perdido a Ciência, ou por líderes que terão deixado de servir à Nação honradamente porque, jovens, alguém lhes negou, além de oportunidades, o estímulo de um elogio verdadeiro e merecido. O afago de um reconhecimento. Não custa nada, não dói, não deixa capenga e nem mais pobre quem sabe reconhecer, sem exageros, os acertos do outro no momento adequado.

Enquanto escrevo, lembro-me de professora que, submetida recentemente a uma cirurgia, emocionou-se pela mensagem de agradecimento por seu trabalho, feita por uma aluna quando da passagem do Dia dos Professores. Sempre se poderá dizer que isto é comum em alunos interessados em boas notas. Acontece, mas não será a regra. Pelo contrário, o que vai se tornando freqüente é a agressão, a ofensa a quem dedica seu tempo a ensinar e pretende – ou pretendia – tirar daí a sobrevivência. Isto, para não chegarmos ao extremo da violência, cometida pelo estudante que mata o professor.

Convenhamos: um pouco só de humildade cairia bem. Afinal, mirrados pela inveja, não raro ficamos de olho na galinha do vizinho, mas passamos a faca no pescoço da nossa – exatamente a que bota ovos de ouro.



Para o Eduardo , alunos e amigos deixo vocês na doce companhia de Cora Coralina.


NÃO SEI...
Não sei... se a vida é curta...

Não sei... Não sei...

se a vida é curta

ou longa demais para nós.
Mas sei que nada do que vivemos

tem sentido,

se não tocarmos o coração das pessoas.
Muitas vezes basta ser:

colo que acolhe,

braço que envolve,

palavra que conforta,

silêncio que respeita,

alegria que contagia,

lágrima que corre,

olhar que sacia,

amor que promove.
E isso não é coisa de outro mundo:

é o que dá sentido à vida.
É o que faz com que ela não seja nem curta,

nem longa demais,

mas que seja intensa,

verdadeira e pura...

enquanto durar.